Sal do Sado, um tesouro natural com séculos de história.

 
 
 

Um produto valioso e indispensável desde os primórdios da civilização.

Muito antes da refrigeração, o sal era essencial para preservar alimentos — e foi, depois dos cereais, o recurso mais importante da história da alimentação. No Estuário do Sado, esta história tem raízes profundas.

As origens neolíticas

Na zona da Comporta e Possanco há vestígios da extração de sal já no Neolítico e Calcolítico final. Os primeiros habitantes utilizavam cerâmicas para evaporar a água do mar sobre o fogo, produzindo sal que seria trocado por outros alimentos, como peixe seco ou moluscos.

Os romanos e o apogeu comercial

Durante o Império Romano, o sal do Sado tornou-se um bem de valor estratégico. Serviu não só para conservar alimentos — como o famoso garum (molho de peixe fermentado) — mas também como motor de exportação. Os centros oleiros da região fabricavam ânforas para transportar sal e preparados de peixe para todo o império.

O “ouro branco” que pagou guerras

No século XVII, a importância do sal era tal que Portugal pagou à Holanda com sal das salinas de Setúbal e Alcácer, libertando o Brasil da ocupação holandesa. A produção chegou ao auge nos séculos XV e XVI, com dezenas de marinhas ativas e rotas comerciais que ligavam o Sado ao Norte da Europa e Báltico.

Quase esquecido — mas não perdido

Apesar da decadência a partir do século XIX, causada pela concorrência externa e abandono das marinhas, a herança sobrevive. Atualmente, resta apenas uma salina ativa em Alcácer do Sal, testemunho vivo de um passado glorioso.

Antes
Atualmente

A Flor do Sado

Foi para preservar este legado que nasceu a Flor do Sado — um projeto que recupera um ex-libris da região com técnicas tradicionais e certificação biológica. Produzimos flor de sal pura e também variedades aromatizadas com especiarias orgânicas. Um produto 100% natural, rico em minerais, com sabor e textura únicos.

Porque é tão especial?

  • Produzido artesanalmente nas Salinas do Estuário do Rio Sado
  • Método tradicional de filtragem de impurezas através das algas das salinas
  • Sem aditivos nem refinamento
  • Certificação biológica (PT-BIO-03)
  • Aromas e aromatizações naturais
  • Parte viva da história portuguesa

SAL DO SADO

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